segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

História da Igreja - Tomas à Kempis

Tenho estudado história da igreja e é fera perceber o que Deus fez na vida de tantos grandes homens. Já disseram que inteligência é aprender com os próprios erros e sabedoria é aprender com os erros dos outros. Estudar a vida destes grandes homens e absorver seus ensinos é uma oportunidade de aprender com os erros (e com os acertos também, com certeza) de outros.
Hoje li um trecho do livro de Tomas à Kempis (1380-1471 a.D.) chamado A imitação de Cristo. Este homem viveu num período da história no qual a teologia tinha um caráter muito teórico e pouco relevante para o cotidiano das pessoas. Chama a atenção o caráter prático deste livro. Hoje li o seguinte trecho:


Da utilidade das adversidades
  1. Bom é passarmos algumas vezes por aflições e contrariedades, porque freqüentemente fazem o homem refletir, lembrando-lhe que vive no desterro e, portanto, não deve pôr sua esperança em coisas alguma do mundo. Bom é econtrarmos às vezes contradições, e que de nós façam conceito mau ou pouco favorável, ainda quando nossas obras e intenções sejam boas. Isto ordinariamente nos conduz à humildade e nos preserva da vanglória. Porque, então, mais depressa recorremos ao testemunho interior de Deus, quando de fora somos vilipendiados e desacreditados pelos homens.
  2. Por isso, devia o homem firmar-se de tal modo em Deus, que lhe não fosse mais necessário mendigar consolações às criaturas. Assim que o homem de boa vontade está atribulado ou tentado, ou molestado por maus pensamentos, sente logo melhor a necessidade que tem de Deus, sem o qual não pode fazer bem algum. Então se entristece, geme e chora pelas misérias que padece. Então causa-lhe tédio viver mais tempo, e deseja que venha a morte livrá-lo do corpo e uni-lo a Cristo. Então compreende também que neste mundo não pode haver perfeita segurança nem paz completa.
A imitação de Cristo, Livro Primeiro, Capítulo XII, Tomás à Kempis.

É isso aí!

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